{Você pode ouvir este texto em: Minhas 3 palavras }
Às vezes, eu tenho uma raiva de mim mesma… e não devo ser a única, aliás, depois que descobri que meu cérebro funciona de uma maneira diferente do padrão, sei que não sou. Porque pessoas como eu veem padrões rapidamente ou descobrem as respostas muito rápido, e eu achava que era sorte, intuição e, principalmente, que era uma impostora. Como é que eu sei uma coisa e não sei explicar a regra? Porque eu simplesmente sei. Para mim faz todo o sentido e é muito claro! Mas o que é óbvio para mim não é para outra pessoa e vice-versa.
Pois bem, hoje (20/08/26) dei com um vídeo de uma criadora de conteúdo que descobri há pouco tempo e achei interessantíssima (@chantalgoldko) falando sobre a Regra dos 3. Ela deu vários exemplos e até mostrou um autor que também trata do tema. Resumindo: um é pouco, dois é bom, mas não, três não é demais! É o equilíbrio, é o que faz o desempate, é o que faz a gente ver um padrão, é a constatação de algo. Com um não dá para fazer isso, com dois também não, mas três…
Eu já tinha pensando nisso há anos atrás, mais precisamente em 2018! {pausa aqui para uma respiração profunda num misto de emoções} Eu tenho isso registrado no meu caderninho de ideias com um Instagram criado em outubro daquele ano, como uma ideia de livro e com a seguinte frase: “projeto de vida”. Em maio de 2018, eu fiz uma pequena despedida, pois estava iniciando o meu Projeto 360+5, que nada mais é do que a minha decisão de mudar minha vida completamente. Mas ora vejam… parece que tem coisas que nunca mudam, não é mesmo? Cá estou eu em 2026 com a cabeça explodindo conectando os meus 20 projetos iniciados desde 2007 (sim, fiz um levantamento esses dias e foi difícil ver estes números).
2007, 2018 (e a partir daqui às vezes foram mais de uma nova ideia de projeto por ano) até que agora, em agosto de 2026, voltei ao Simplesmente, Conte, aqui, no qual vos falo. (curiosidade: o Simplesmente nasceu em 2022!).
Espero não ter feito você, que está lendo ou ouvindo, se perder ou desinteressar, mas bem-vindo à minha cabeça! É, é cansativo eu sei… vivo assim há 40 anos (números…).
Mas vamos voltar ao número 3? Então, em 2018 eu fiz a despedida e naquele maio eu pedi aos meus convidados que escrevessem 3 palavras que me descrevessem, que achavam que era eu. E tenho elas guardadas até hoje, num potinho, na cabeceira da cama. Quando me dou conta que me perdi de mim, releio. E sorrio. Algumas coisas mudam, outras não. Essência fica. Mas é difícil a gente parar para pensar na nossa essência né? E muitas vezes a gente nem percebe ela. Mas se você pedir para as pessoas que têm contato com você as suas três palavras, até quem te conhece menos acaba por ter pelo menos uma em comum com quem tem conhecesse mais.
Minhas três palavras. Sempre fui apaixonada pela escrita, mas também fã de números. Contagens, principalmente, me fascinam. E até este momento em que escrevo essas linhas, não tinha pensado sobre o motivo… entretanto, acho que acabei de descobrir: contar dias, projetos, vezes, ajuda a contar nossa história, a perceber padrões, a esperar e ter esperança. Porque no fim, eu sempre acredito que vale a pena contar - histórias & números.
Aliás, minhas três palavras também são 3 palavras, você tinha notado?

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